sábado, 9 de março de 2024


Nossa sociedade tem se tornado demasiadamente racional, com isso temos perdido vários sabores e saberes da vida.

 É um padrão de desequilíbrio, todo excesso deixa uma falta em algum lugar. 

A mente não dá conta de muita coisa, sobre o seu olhar apressado e limitado lhe escapas vários nuances de percepções das coisas e do dia a dia, muitas percepções se confundem para aquele que não souber observar e ponderar, mas é claro não devemos abandona-la, mas é o caso de voltar a equilibrar a balança, que tal?

Voltar a se conectar com inteligência do corpo, com a sabedoria da vida contemplativa por simples observação, da sabedoria da natureza, da inteligência do coração.

 Reconectar com a sabedoria daquilo que talvez seja inominável, ou inexpressível, daquilo que não podemos medir nem pegar, que não podemos ver, igual ao seu sinal de wifi, mas com esse sinal invisível chega várias mensagens até nós.

 Por aí já surgiram alguns nomes como subjetividade, inspiração, intuição, universo interior, alma, atma, consciência, essência divina, self, observador.

 Como quiser chamar, o importante é se permitir voltar a sentir e vivenciar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024


 

                          Dissolvendo, transformando, transmutando emoções e sentimentos.

 

Tudo no universo tem duas polaridades, positivo e negativo, dia e noite, lua e sol, masculino e feminino, as  nossas emoções e sentimentos também.

Faça sempre uma pausa em seu dia, para um momento de relaxamento consciente e meditação e aproveite esse momento para transformar, transmutar, dissolver os sentimentos mais densos em emoções mais sutis. 

Fazendo inspirações longas e profundas e exalações lentas e compassadas, a cada exalação vá soltando e dissolvendo o fluxo das emoções, soltando, sem reter, sem segurar, e assim vai deixando qualquer sentimento de tristeza ir dissolvendo em alegria, qualquer sentimento de medo, insegurança ir se dissolvendo em coragem e confiança, vai deixando qualquer sentimento de raiva ir se dissolvendo em compreensão, em compaixão ou em alguma atitude de mudança positiva. Dissolva qualquer ressentimento de mágoa em perdão, em amorosidade, deixe qualquer aflição, angústia ir sendo dissolvido em paz, conforto e alento.

Deixe que cada emoção, sentimento se manifeste, se expresse, sinta, observe e depois solte, a cada exalação vá soltando e dissolvendo o fluxo das emoções.

Transmutando as energias de tamas e rajas em sattva, isto é, padrões de vibração mais densos e negativos para frequencias mais sutis e positivas.

Tudo na vida está em movimento, em estado de mudança, de impermanência, é mais inteligente transmutar as polaridades de modo como nos sentimos do que permanecer em estados destrutivos de desarmonia, e deixe qualquer vazio interior ir sendo preenchido pela luz e inspiração das boas emoções e bons sentimentos e todo cansaço ir sendo preenchido em pura vida e energia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022


 

Feche os olhos, entregue a respiração a si mesma e através dela sinta um fluxo de relaxamento se espalhando por todo seu corpo.

Sinta-se tão leve como se seu corpo flutuasse mansamente sobre as águas de um rio, deixando-se levar em seu fluxo natural e espontâneo. Sinta as águas desse rio carregando suavemente o seu corpo, como se fosse a própria vida cuidando do seu ser nesse momento.

Sinta o fluxo da sua respiração como o próprio fluir das águas desse rio, guiando os seus sentidos, levando os seus pensamentos, sensações, emoções e sentimentos.

Se em algum momento seu fluxo interno parar, travar, bloquear em alguma sensação, pensamento ou emoção, imagine, visualize mentalmente, como uma pedra que você se agarrou, se segurou no meio do rio, então apenas solte, desapegue, e entregue-se, deixa-se levar novamente, fluindo leve pelas águas desse rio que carregam, cuidam de todo seu ser nesse momento.

E nesse momento do relaxamento profundo consciente, a cada nova pedra que apareça, observe, tome consciência, reflita e em seguida solte e continue seguindo em frente fluindo leve pelas águas desse rio...

Sentindo, observando que seu fluxo desse rio vai na direção do mar da sua reconexão, do seu centro, da sua fonte interna de energia, vai para o mar da sua essência e consciência, de paz, liberdade e felicidade que já existe dentro do seu ser por debaixo das oscilações do dia a dia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

 



      No seu dia a dia muitas vezes você se sente como se estivesse pedalando um monociclo, com um piano nas costas, fazendo malabarismo com as mãos e uma cesta de frutas na cabeça e tentando controlar tudo isso?

      Mas será que precisamos controlar tudo para que as coisas dêem certo?

      E o peso das expectativas e ansiedades dos nossos anseios precisamos segurar e controlar?

      E os nossos medos, raivas e preocupações, a melhor forma de lidar com eles é tentando controlá-los segurando?

      O que podemos deixar de carga no nosso dia a dia para ter uma vida mais leve?

      Sempre é possível simplificar sua vida, reflita sobre suas necessidades e desejos reais, onde estão as ilusões, onde os seus desejos fora capturados e agora você é refém deles?

      Quer deixar de sentir..............?

       Acolha-o, aceite-o, não controle, não lute contra, mergulhe profundamente neles até que possa compreender.

       Abandone o controle, deixe de lutar, ao invés de gastar suas forças tentando controlar, entregue, aceite, acolha, para poder compreender.


terça-feira, 20 de abril de 2021

 

                                         Meditação de limpeza da mente - Prof. Hermógenes.

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Técnica: Em lugar onde não venha a ser incomodado,

sente-se confortavelmente, de maneira a que não precise mudar. Olhos fechados, fique inteiramente imóvel

e dê ordens mentais de relaxamento a todo seu corpo, até

chegar a sentir-se como se não tivesse corpo. Entregue-se a

Deus Onipresente, oferecendo a Ele o resultado de sua prática.

Transforme-se em mero espectador dos movimentos da

mente. Deixe-a vagar. Deixe-a ir para onde entender. Seja um

observador atento, mas sem inquietações, sem desejos, sem se

sentir envergonhado ou orgulhoso do que for presenciando. Não

reprima o que lhe desagrada. Também não alimente nem esti-

mule o que lhe convém. Não deseje não ver algo que lhe des-

gosta nem anseie por ver o que lhe interessa. Nada de fazer

"cortes" de censor no filme que sua mente lhe apresenta. Quan-

to maior for sua isenção; quanto mais realizar sama bhava, isto

é, "igualdade de ânimo"; quanto mais você se vir livre de

idéias morais anteriores; quanto mais você sentir-se "desiden-

tificado" com aquilo que está percebendo, mais à vontade, mais

espontaneamente, a mente se revelará, mostrando como é e o

que tem.

Você lucrará:

Porque se alivia de cargas enfermiças, perturbadoras, inde-

sejáveis e mórbidas.

Por afrouxar tensões emocionais.

Por purificar a mente.

Por "desidentificar-se" com a mente e, em conseqüência,

identificar-se com Aquilo que a transcende.

Por desenvolver a coragem de defrontar-se com a parte

de sua natureza, que você sempre temeu.

Nas primeiras tentativas, duas coisas podem ocorrer:

a) A mente não se sente confiante nem à vontade e, por

isto, se mantém inibida. É o caso mais raro.

b) Os processos mentais se desenrolam febris, demasia-

damente agitados, o que pode levar o praticante a duvidar se

está fazendo certo ou até suspeitar da conveniência do método.

Prossiga, inquebrantavelmente, todos os dias a deixar a

mente escorrer livre de seus subterrâneos. Faça-o, com a certeza

de que, pouco a pouco, a ganga impura vai deixando um vazio,

que virá algum dia a ser preenchido pelo bem-aventurado si-

lêncio dos santos. A mente não pode vencer a inquietude se

não se livrar das causas da inquietude. Não superará o estado

de conflito, se os conteúdos conflitantes continuam lá, em luta.

Não vencerá a ansiedade, se esta se alimenta de materiais pro-

fundos e insondáveis.

Dê rédeas ao fluxo de sua mente. Faça como quem, sen-

tado na margem, observa o rio correndo. Quem não mergulha

no rio não é arrastado, e, só assim, do lado de fora, em segu-

rança, sem identificar-se com ele, pode aperceber-se do que ele é e como age. Sinta-se como sentado na margem, sem mergu-

lhar na mente, sem se deixar envolver, sem se deixar empolgar.

Tome conhecimento, sem julgar, sem criticar, sem lutar, sem

pretender subjugar ou reprimir, estimular ou melhorar. Esque-

ça-se dos resultados que pretende. Esqueça-se de que está que-

rendo conquistar a mente. Esqueça-se de que deseja limpá-la

e libertá-la de imperfeições.

Abhyasa ou concentração da mente só é possível depois de

algum tempo de "purgação mental". Chega mesmo a ser uma

sua conseqüência. É de resultado desalentador tentar a sujeição

da mente, fixando-a sobre um objeto. Ela se defende como um

espadarte capturado pelo anzol do pescador. Usará de todos os

seus recursos — e são imensos, inusitados, poderosos — para

não se deixar vencer. Se você for inteligente como o pescador,

acabará domando a instabilidade mental. A forma inteligente a

que me refiro é imitar o pescador, que, por algum tempo, solta

a linha e deixa que o peixe se movimente à vontade, até que,

por fim, de tanto debater-se, já estafado, não resiste à captura.

O ato da "purificação mental" eqüivale a "dar linha" à mente,

que acabará por ser submetida, sem esforço, sem luta e sem

violência. Onde reina inteligência não cabe lugar à violência.

sábado, 3 de abril de 2021

 

Que tal desenvolvermos uma mente menos reativa a  tudo?
Uma mente que espera, que sabe observar, que não precisa reagir a cada percepção, a cada pensamento que  chega. 
Que tal sensibilizarmos nossa mente?
 Para uma percepção mais sutil sobre si mesmo, sobre o corpo, sobre o espírito, sobre o coração, sobre as emoções, sobre as informações do externos que chegam até ela. 
E pode parar, sentir,  acalmar, observar, refletir, esperar um pouco mais, por um discernimento melhor, que nos ajuda a ver além das aparências das primeiras camadas, das primeiras impressões.
E nos abra a possibilidades, de ver infinitas outras formas perspectivas, sensações  melhores, além do primeiros condicionamentos, das idéias pré-estabelecidas, tão fixas e endurecidas, envelhecidas.
 Que não se permitem uma claridade, de leveza, de criatividade, de compreensão, de alegria, de compaixão, que poderia haver, existir em  mais momentos, ou a cada  e todo momento escondidas além da poeira da mente tão cheios e sobrecarregada, pelo excesso de informações, estímulos e condicionamentos muitas vezes desnecessários, que só pesam, que só o roubam o tempo, a energia e a vida.
Esse é um dos convites da meditação!

Tiago Bindewald 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

 


Você já observou que quando estamos nervosos, ansiosos, com a mente agitada, se aproveita muito pouco do que pensamos, sentimos e agimos? 

Que é nesse momento que fazemos besteira, que surge os problemas e discussões? 

 Você observa como a falta de equilíbrio interno se projeta em desequilíbrio no externo nas relações com as outras pessoas que convivemos?

Já pensou que se você buscar seu equilíbrio interno através da prática do yoga, pode muitas vezes melhorar sua relação com as outras pessoas?

Já pensou em o quanto a pressão e o estresse do dia a dia prejudica sua relação conjugal, com seus filhos, amigos, colegas de trabalho, ou até mesmo o garçom ou a pessoa ao seu lado na fila do mercado?

Consegue se lembrar de momentos mais tranqüilos, com mais espaço e liberdade ao qual proporcionou um ambiente mais fértil, mais favorável para uma boa relação com as outras pessoas?

 Sem precisar se desgastar tanto, aparar arestas... 

Sem sentir aquela mente pesada que  rouba a energia e a criatividade.

Que tal trabalhar e melhorar seu ambiente interno e relação consigo mesmo para projetar um ambiente externo e  uma relação melhorar com os outros?

A prática do yoga exercita apartir do corpo físico, nosso corpo mental e emocional, que pode lhe ajudar a desenvolver o equilíbrio que vai refletir em todas as sua relações, principalmente naquelas pessoas ao qual você convive mais intimamente e que você mais ama!!! 

 .

Namastê 

Tiago Bindewald