terça-feira, 28 de abril de 2026

 



                                                Como a ansiedade nos deixa mais burrros?


Ela te faz sentir medo quando não há nenhum perigo por perto.

Ela te faz ficar esperando algo que não existe.

Ela te faz desvalorizar as coisas boas que já tens em suas mãos.

Ela não te dá o tempo necessário para sua mente pensar e discernir direito.

Ela aumenta a quantidade e piora a qualidade dos estímulos externos que chega até vc.

Ela te faz confundir as coisas pelas impressões mais superficiais. 

Ela te faz sentir fome quando vc está com a barriga cheia.

Ela te faz ver inimigos em pessoas amigas.

Ela te faz comprar o que não precisa.

Ela te faz correr sem vc saber mais pra que.

Ela sabota seus dons e talentos.

Ela te impede de viver o melhor da vida.

Ela te impede de viver o momento presente, onde a vida acontece!

E por aí vai...


A ansiedade crônica tem roubado a vida das pessoas e não é normal, busque recursos para se libertar dela e reedescubra o melhor da vida a sua frente!

domingo, 5 de abril de 2026

           




É preciso acolher e lidar com as emoções e sentimentos guardados em nosso interior, pois eles influenciam diretamente nossas vidas. Viver deixa marcas e impressões em nosso ser de tudo que vivemos, e essas marcas influenciam nossas vidas e como as coisas acontecem conosco.

          As emoções que são colocadas para "debaixo do tapete" e precisam ser trabalhadas influenciam negativamente a vida da pessoa que não trabalha verdadeiramente sua emoções, que não entra em contato com elas de verdade. Mas muitas vezes apenas camufla, foge, até se engana que está lidando com elas, mas vários sintomas e consequências de emoções guardadas e mal trabalhadas continua se manifestando em sua vida.

         Precisar estar sempre fazendo muitas coisas sem necessidade, precisar estar sempre com a atenção em várias coisas ao mesmo tempo, precisar estar sempre buscando algo novo fora, pode ser sinal de fuga, de não olhar para algumas emoções que precisam ser trabalhadas. Viver como uma folha ao vento, sem saber o que se quer, se esforçar e racionalmente fazer tudo certo, mas sempre algo se manifestar errado em seus objetivos, algo ruim acontecer, são outros exemplos de sintomas de instabilidade emocional, de emoções que precisam ser trabalhadas. Somos energia vibrando, qual energia seu coração está emanando?

E temos várias camadas de impressões emocionais guardadas em nosso corpo, é preciso estar sempre madurando, aprofundando, cada camada é uma nova cura que alcançamos, e trabalhar só as primeiras camadas também é guardar muita coisa debaixo do tapete, que continuará se manifestando negativamente em sua vida.

Podemos trabalhar nossas emoções verdadeiramente de várias formas, desde de que se permita realmente vivenciar aquilo que a pessoa se propõe a fazer. A psicoterapia é fundamental, na nossa área recomendamos o reiki, as barras de access, a terapia floral, o yoga e a meditação, quando realizados de forma aprofundada, com frequência e dedicação, transformam e transcendem até aquelas emoções mais densas, aquelas que mais evitamos, que não sabemos o que fazer com elas... 

Fazer uma reciclagem emocional verdadeira é um renascimento para seu ser, é o florescer dos seus potenciais, é baixar sua nova versão, é o voltar ao seu direito mais primordial como ser humano, de se reencontrar e se sentir bem consigo mesmo.

Tiago Bindewald

Mestre Reiki / Bioterapeuta / Prof. de Yoga



         

sábado, 20 de setembro de 2025


Exaustos-e-correndo-e-dopados, por Eliane Brum


Na sociedade do desempenho, conseguimos a façanha de abrigar o senhor e o escravo no mesmo corpo

Nos achamos tão livres como donos de tablets e celulares, vamos a qualquer lugar na internet, lutamos pelas causas mesmo de países do outro lado do planeta, participamos de protestos globais e mal percebemos que criamos uma pós-submissão. Ou um tipo mais perigoso e insidioso de submissão. Temos nos esforçado livremente e com grande afinco para alcançar a meta de trabalhar 24X7. Vinte e quatro horas por sete dias da semana. Nenhum capitalista havia sonhado tanto. O chefe nos alcança em qualquer lugar, a qualquer hora. O expediente nunca mais acaba. Já não há espaço de trabalho e espaço de lazer, não há nem mesmo casa. Tudo se confunde. A internet foi usada para borrar as fronteiras também do mundo interno, que agora é um fora. Estamos sempre, de algum modo, trabalhando, fazendo networking, debatendo (ou brigando), intervindo, tentando não perder nada, principalmente a notícia ordinária. Consumimo-nos animadamente, ao ritmo de emoticons. E, assim, perdemos só a alma. E alcançamos uma façanha inédita: ser senhor e escravo ao mesmo tempo.

Como na época da aceleração os anos já não começam nem terminam, apenas se emendam, tanto quanto os meses e como os dias, a metade de 2016 chegou quando parecia que ainda era março. Estamos exaustos e correndo. Exaustos e correndo. Exaustos e correndo. E a má notícia é que continuaremos exaustos e correndo, porque exaustos-e-correndo virou a condição humana dessa época. E já percebemos que essa condição humana um corpo humano não aguenta. O corpo então virou um atrapalho, um apêndice incômodo, um não-dá-conta que adoece, fica ansioso, deprime, entra em pânico. E assim dopamos esse corpo falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. Pelo menos até conseguirmos nos livrar desse corpo que se tornou uma barreira. O problema é que o corpo não é um outro, o corpo é o que chamamos de eu. O corpo não é limite, mas a própria condição. O corpo é.

Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como diz o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se em parte um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência.Ao final do dia que não acaba resta a ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam, mas não movem. Entorpecem, mas será que movem?

Sobre esse tema há um pequeno livro, precioso, chamado sugestivamente deSociedade do Cansaço (Editora Vozes). Seu autor é o filósofo Byung-Chul Han, um coreano radicado na Alemanha que se tornou professor universitário de filosofia e estudos culturais em Berlim. Neste livro, Han faz um diálogo crítico com pensadores como Alain Ehrenberg, Giorgio Agamben, Michel Foucault, Hanna Arendt, Walter Benjamin e Friedrich Nietzsche, entre outros. Já meu diálogo com ele é por minha própria conta e risco.

Sobre nossa nova condição, Han diz:

“A sociedade do trabalho e a sociedade do desempenho não são sociedades livres. Elas geram novas coerções. A dialética do senhor e escravo está, não em última instância, para aquela sociedade na qual cada um é livre e que seria capaz também de ter tempo livre para o lazer. Leva, ao contrário, a uma sociedade do trabalho, na qual o próprio senhor se transformou num escravo do trabalho. Nessa sociedade coercitiva, cada um carrega consigo seu campo de trabalho. A especificidade desse campo de trabalho é que somos ao mesmo tempo prisioneiro e vigia, vítima e agressor. Assim, acabamos explorando a nós mesmos. Com isso, a exploração é possível mesmo sem senhorio”.

Chegamos a isso: a exploração mesmo sem patrão, já que o introjetamos. Quem é o pior senhor se não aquele que mora dentro de nós? Em nome de palavras falsamente emancipatórias, como empreendedorismo, ou de eufemismos perversos como “flexibilização”, cresce o número de “autônomos”, os tais PJs (Pessoas Jurídicas), livres apenas para se matar de trabalhar. Os autônomos são autômatos, programados para chicotear a si mesmos. E mesmo os empregados se “autonomizam” porque a jornada de trabalho já não acaba. Todos trabalhadores culpados porque não conseguem produzir ainda mais, numa autoimagem partida, na qual supõem que seu desempenho só é limitado porque o corpo é um inconveniente.

Para este filósofo, a sociedade do século 21 não é mais disciplinar, como na construção de Foucault (1926-1984). Mas uma sociedade de desempenho. Também seus habitantes não se chamam mais “sujeitos de obediência”, mas “sujeitos de desempenho e de produção”. São empresários de si mesmos.

Se a sociedade disciplinar era uma sociedade de negatividade, a desregulamentação crescente vai abolindo-a. A afirmação Yes, we can, segundo Han, expressa o caráter de positividade da sociedade de desempenho. No lugar de “proibição”, “mandamento” ou “lei”, entram “projeto”, “iniciativa” e “motivação”. Assim, não é um acaso que a depressão é a doença dessa época. A sociedade disciplinar é dominada pelo “não”. Sua negatividade gera loucos e delinquentes. A sociedade do desempenho, para a qual teríamos “evoluído”, ao contrário, produz depressivos e fracassados. A sociedade de desempenho, nas palavras de Han, produz infartos psíquicos.

O depressivo seria o animal laborans que explora a si mesmo. É agressor e vítima ao mesmo tempo. A depressão irromperia no momento em que o sujeito de desempenho não pode mais poder. Afinal, se tudo é possível, como eu não posso? O imperativo do tudo é possível é, paradoxalmente, aniquilador. Porque, obviamente, tudo não é possível. Nada mais limitante do que acreditar não ter limites. E viver como se poder poder dependesse apenas da (livre) iniciativa de cada um. E não poder poder, ter limites, portanto, fosse um fracasso pessoal.

Han sugere que a depressão é um cansaço de fazer e de poder. Só uma sociedade que acredita que tudo é possível é capaz de engendrar a lamúria depressiva de que nada é possível. “Não mais poder poder leva a uma autoacusação destrutiva e a uma autoagressão”, diz o filósofo. “O sujeito de desempenho encontra-se em guerra consigo mesmo. O depressivo é o inválido dessa guerra internalizada.”

A depressão, portanto, seria o adoecimento de uma sociedade que sofre sob o excesso de positividade. “O sujeito de desempenho está submisso apenas a si mesmo. É nisso que ele se distingue do sujeito de obediência. A queda da instância dominadora não leva à liberdade. Ao contrário, faz com que liberdade e coação coincidam. Assim, o sujeito de desempenho se entrega à livre coerção de maximizar o desempenho. O excesso de trabalho e desempenho agudiza-se numa autoexploração. Essa é mais eficiente que uma exploração do outro, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Agressor e vítima não podem mais ser distinguidos.”

E, assim, estamos cada mais livres para trabalhar 24X7 – ou atuar 24X7. Alcançamos a paradoxal liberdade de sermos escravos. Como o corpo se rebela, manifestando-se em depressões, insônias, crises de ansiedade e de pânico, dopa-se o corpo. Mas o corpo não é uma outra coisa, não é sequer a casa da alma. O corpo é. Assim, ao mesmo tempo que denunciamos a opressão, a calamos. Como a relação senhor-escravo não pode ser questionada, menos ainda se ambos ocupam a mesma pessoa, o doping cumpre a função de censurar os protestos do mundo interior – ou dos escombros que restam dele. Cumpre, no nível interno, o papel das bombas de gás e das balas de borracha da PM nas manifestações de rua contra o status quo. Mas, aqui, é o mesmo indivíduo, o que reprime, censura e silencia, e o que é reprimido, censurado e silenciado.

Ser multitarefa, uma outra dimensão do mesmo fenômeno, é visto como uma capacidade neste momento histórico, uma espécie de ganho evolutivo que tornaria a pessoa mais bem adaptada à sua época. É pergunta de questionários, qualidade apresentada por pessoas vendendo a si mesmas, exigência apontada pelos gurus do sucesso. Logo se tornará altamente subversivo, desorganizador, alguém ter a ousadia de afirmar: “Não, eu não sou multitarefa. Me dedico a uma coisa de cada vez”.

Han, assim como outros filósofos contemporâneos, discorda dessa ideia – ou dessa propaganda. Ou, ainda, dessa armadilha. Para ele, a técnica temporal e de atenção multitarefa não representa nenhum progresso civilizatório. Trata-se, sim, de um retrocesso. O excesso de positividade se manifesta também como excesso de estímulos, informações e impulsos. Modifica radicalmente a estrutura e a economia da atenção. Com isso, fragmenta e destrói a atenção. A técnica da multitarefa não é uma conquista civilizatória atingida pelo humano deste tempo histórico. Ao contrário, está amplamente disseminada entre os animais em estado selvagem:

“Um animal ocupado no exercício da mastigação da sua comida tem de ocupar-se, ao mesmo tempo, também com outras atividades. Deve cuidar para que, ao comer, ele próprio não acabe comido. Ao mesmo tempo ele tem que vigiar sua prole e manter o olho em seu/sua parceiro/a. Na vida selvagem, o animal está obrigado a dividir sua atenção em diversas atividades. Por isso, não é capaz de aprofundamento contemplativo – nem no comer nem no copular. O animal não pode mergulhar contemplativamente no que tem diante de si, pois tem de elaborar, ao mesmo tempo, o que tem atrás de si”.

A contemplação é civilizatória. E o tédio é criativo. Mas ambos foram eliminados pelo preenchimento ininterrupto do tempo humano por tarefas e estímulos simultâneos. Você executa uma tarefa e atende ao celular, responde a um WhatsApp enquanto cozinha, come assistindo à Netflix e xingando alguém no Facebook, pergunta como foi a escola do filho checando o Twitter, dirige o carro postando uma foto no Instagram, faz um trabalho enquanto manda um email sobre outro e assim por diante. Duas, três… várias tarefas ao mesmo tempo. Como se isso fosse um ganho – e não uma perda monumental, uma involução.

Voltamos ao modo selvagem. Nietzsche (1844-1900), ainda na sua época, já chamava a atenção para o fato de que a vida humana finda numa hiperatividade mortal se dela for expulso todo elemento contemplativo: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”.

Frente à vida desnuda, aponta Han, reagimos com hiperatividade, com a histeria do trabalho e da produção. A agudização hiperativa da atividade faz com que essa se converta numa hiperpassividade. Aderimos a todo e qualquer impulso e estímulo. Em vez da liberdade, novas coerções. Só por meio da negatividade do parar interiormente, o sujeito de ação pode dimensionar todo o espaço da contingência que escapa a uma mera atividade. Vivemos, diz ele, num mundo muito pobre de interrupções, pobre de entremeios e tempos intermédios.

Assim, o que parece movimento pode ser apenas adesão e paralisia. O ativo, ou o hiperativo, talvez seja de fato um hiperpassivo. Se há um tempo só, o do acontecimento, ou se tudo é acontecimento, nada de fato acontece. Em parte, explica a sensação de que tudo é efêmero, de que o espasmo de um segundo atrás, que produziu gritos e fúrias, tornou-se distante, substituído por outro que também produz gritos e fúrias, e que um segundo adiante já não será. E logo não se sabe exatamente pelo que se grita e pelo que se enfurece, mas o imperativo é seguir gritando e se enfurecendo.

Nessa atualidade histérica, a irritação substitui a ira. Voltando às palavras de Han: “A ira é uma capacidade que está em condições de interromper um estado, e fazer com que se inicie um novo estado. Hoje, cada vez mais, ela cede lugar à irritação ou ao enervar-se, que não podem produzir nenhuma mudança decisiva”.

A positividade dessa época tem, no meu modo de ver, um desdobramento nessa crise tão particular do Brasil. Temos sido instados a ser “otimistas” ou a escolher este ou aquele lado “para recuperar o otimismo”. Como se a questão se desse em torno do otimismo/pessimismo, ou como se o otimismo fosse uma qualidade moral. Essa positividade também me parece aqui ganhar uma relação com a esperança, como já escrevi neste espaço. Como se o esperançoso tivesse uma qualidade moral a mais, o que o colocaria um ou vários patamares acima de todos os outros. E como se esse momento fosse uma questão de esperança ou de resgate da esperança, para além das manipulações marqueteiras mais óbvias. Pouco importa o otimismo/pessimismo, pouco importa a esperança. O buraco é muito mais fundo.

Há que se escutar o mal-estar – e não calá-lo. Vivê-lo num processo de interrogação, vivê-lo como movimento. Carregar os limites, sem confundir ter limites com estar paralisado. Não há potência total, não há tudo é possível, não há Yes, we can. Não ter potência total não é o mesmo que ser impotente. A ilusão da potência total é que acaba levando à impotência. Há potência em dizer não – e há potência em não fazer. Como Bartleby, o personagem de Herman Melville intuiu, “prefiro não fazer” pode ser um ato de resistência e de reconexão com a própria humanidade.

Em mais um paralelo com as crises do Brasil atual, chama a atenção a necessidade de respostas imediatas, de explicações instantâneas, de certezas. Em alguns momentos mais agudos, uma parcela da própria imprensa parece ter se esquecido de fazer perguntas. A exigência de respostas imediatas, respostas que não passem pela investigação e pela interrogação, leva à resposta nenhuma. Porque não há pergunta. Porque o pensamento está ausente, foi substituído pelo reflexo e pelo imperativo de preencher o vazio com palavras. Não há mérito na velocidade, nadas imediatos continuam sendo nadas. Ou coisa pior.

Como aponta Han, apesar de todo o seu desempenho, o computador é burro, na medida em que lhe falta a capacidade para hesitar. Se o computador conta de maneira mais rápida que o cérebro humano e acolhe uma imensidão de dados é também porque está livre de toda e qualquer alteridade. É, por excelência, uma máquina positiva. Tornar essa positividade uma qualidade a ser imitada é uma estupidez a qual temos aderido.

Há anos ouvimos tantos repetindo por aí: “Estou cansad@”. O cansaço, diz Han, é mais do menos eu. Mas a tragédia é que “o menos no eu se expressa como um mais para o mundo”. E, assim, a sociedade do cansaço, enquanto uma sociedade ativa, desdobra-se lentamente numa sociedade do doping. E leva a um “infarto da alma”.

Senhor e escravo ao mesmo tempo, temos uma chance enquanto houver também um rebelde. Escutá-lo é preciso. Anestesiá-lo não é.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

 

Nossa sociedade precisa de grandes mudanças de  perspectivas, mentalidades, modos, estruturas, formas de vida e jeito de ser para sanar as desarmonias sociais e individuais crescentes no mundo. 

Vejo que em grande parte, muitas vezes, atuamos apenas nos sintomas(anestesiando) e não nas causas(mudança), mantendo o mesmo padrão apenas com novas roupagens. Ou também apelando a moralismos que nada ajudam, e são apenas guerras de interesses disfarçadas, duelos de egos.

Olhando para o minimalismo das coisas, enquanto estivermos na "correria" nada feito, nada mudará, continuará tudo do mesmo jeito, vc continuará atropelando ou sendo atropelado no dia a dia, não tendo nenhuma clareza no modo de ver as coisas, com a correria entorpecendo a mente.

 Precisamos equilibrar o excesso de individualismo reavivando o olhar sobre o outro a nossa frente, precisamos equilibrar o excesso de competição com o voltar a compartilhar mais, precisamos equilibrar a produção com a capacidade de celebrar a vida, precisamos equilibrar a performance com o prazer naquilo que estamos fazendo, precisamos equilibrar o parecer com o ser mais, precisamos que nosso lucro tenha qualidade e não se torne desperdício, que desperdiça a vida e cria pessoas vazias que não conseguem sentir mais nada.

 Precisamos equilibrar a mentalidade de que algo nos falta, para a mentalidade da plenitude, satisfação, alegria que já existe, que já somos aqui agora nesse momento. E quando as pessoas começarem a efetivamente colocar essa mentalidade como condição de vida, até as grandes corporações terão que se adaptar a esse novo ser humano, e terão que mudar também para se manterem vivos.

 Parece utopia, sonho distante? Já pensou que isso pode fazer parte da luta pela sobrevivência hoje em dia? 

Retome sua vida criativa, caminhe nessa direção e veja o tanto de vida que irá sentir o seu ser. Acredite na sua capacidade de mudanças, adaptações que muitas vezes nem passava pela sua cabeça ou  imaginava que conseguiria, mas acredite é preciso mudar várias estruturas de vida 😉 

Tiago Bindewald

Prof. Yoga / Bioterapeuta / Mestre Reiki

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Aquilo que você não sabe, você não sabe que você não sabe....

    

    Sabe aquilo que você sabe hoje, que se você soubesse antes, teria te poupado de muitos problemas e  sofrimento?                                    

     Então, é disse que o autoconhecimento trata, no padrão mental que você se encontra hoje, tem muitas coisas que você não consegue enxergar e compreender em si mesmo, todos nós temos. E que bom, pois aí está a chance da gente evoluir. No autoconhecimento, partimos desse pré suposto, e encaramos isso da melhor forma, isso não afeta a nossa autoestima, pelo contrário, a fortalece, pois tira de nós a barra, o peso da pressão de sermos perfeitos. E abre o campo das possibilidades de crescermos e podermos ser mais e melhor do que vivemos hoje.               

     Seguindo esse ponto de vista, observamos e concluímos que toda pessoa deveria se abrir a ter uma prática de autoconhecimento em sua vida, seja meditação, yoga, terapia, psicoterapia... E não se engane, coisas que nos fazem bem, como contato com a natureza, esporte, um hobie, não chega a ser um autoconhecimento completo, sempre vão ter mais camadas para se trabalhar, e a raízes da negatividade, da infelicidade, continuarão ali a espreita, influenciando nossas vidas, contaminando nossas atividades e relações no mundo, e não vai demorar muito para na hora de colocar a cabeça no travesseiro, termos esse encontro com nossas frustrações e angústias.                            

     Então o convite desse texto é para que você se abra, se permita buscar uma prática verdadeira de autoconhecimento, e trabalhar questões em seu ser, que hoje você não teria nenhuma possibilidade de ser dar conta, pois para isso, precisamos de uma prática, uma técnica, uma vivência que mude nosso padrão mental e nos ajude a enxergar as coisas sobre novos pontos de vista e alcançar uma compreensão que antes não tínhamos. No yoga chamamos isso de viveka, é como uma luz de discernimento, de compreensão, de sabedoria, um insight que surge em nossa mente, e nos liberta de algo que nos fazia sofrer.



                               Tiago Bindewald

     Prof. de Yoga / Bioterapeuta / Mestre Reiki

sexta-feira, 19 de julho de 2024

 


A  dicotomia do ser, divisão do todo em duas partes, corpo e a alma, emoção e razão, matéria e espirito, é causa de sofrimento e vazio existencial para o ser humano. 

Yoga é unir, integrar, em primeiro lugar,  o que está partido em nosso ser. 

A melhor forma de integrar é a aceitação, lutar contra é pior, só vai trazer mais separação, nem sempre  é fácil, diante de um mundo que se apresenta muitas vezes antinatural, cartesiano e quadrado. 

Na aceitação ocorre o milagre, que descomplica, dissolve e harmoniza as questões. Shiva é assim, integra em seu ser uma amplitude e gama de perspectivas, muitas vezes opostas, em sua diversidade, desconstrói para reconstruir, transformar, transmutar, simplificar e harmonizar.

A brincadeira de Deus é que ele colocou a felicidade no lugar mais difícil de encontrar, dentro de cada ser. Preferimos fugir e projetar para fora e de tão perto que está,  quase nunca encontramos. 

Vale a pena nos perguntar do que estamos fugindo dentro de nós? 

Nada no externo vai satisfazer nosso vazio além de nós mesmos, e o contato do ser consigo, com sua fonte interna que o preenche. A partir dessa conexão estamos em condições de relacionar com o externo  e as outras pessoas,  assim deixamos de ser um copo vazio e nos tornamos um copo cheio, para compartilhar, trocar e conviver. Sabendo que é preciso buscar sempre a conexão profunda consigo para preencher esse vazio e não colocar essa expectativa em qualquer lugar, condição, realização externa que não dará conta disso. Por melhor que seja a condição externa o vazio sempre reaparece, é o contato consigo que preenche, com aquilo que podemos chamar de força, energia, prana, paz, liberdade, Deus, Amor. 


 



Sugestões de atitudes internas que você pode experimentar,

despertar e desenvolver no surya namaskar:

 

Samasthiti – Integração, Consciência, sabedoria

Talásana – Expansão, elevação, liberdade

Ulthanasána – Entrega, soltura, desapego

Ardha-ulthanásana – paciência, observação

Corredor – equilíbrio, equanimidade

Prancha – força, foco, concentração

Chaturanga – entrega, coragem

Ashtanga namaskar – promeira parte leve descanso, segunda parte preparo para o salto do

Urdhvamukha svanasána – abertura, alegria, amorozidade

Adhomukhasavanasána –compreensão, compaixão

Uthanásana – entrega, leveza, limpeza interna

Talásna – expansão, elevação, liberdade

Samasthiti – integração, consciência, sabedoria.


terça-feira, 12 de março de 2024


 

                      Como e porque os florais podem prevenir doenças e criar saúde:

A terapia floral ajuda a pessoa a reconhecer suas emoções e pensamentos contraproducentes que possam estar prejudicando seu desenvolvimento pessoal, sua saúde e sua vida.

Traz uma compreensão mais ampla e melhor da situação presente, ajudando o indivíduo a perceber o sentido de seu sofrimento, a causa de seus sintomas e os caminhos que deve escolher ou evitar, para reconquistar a saúde e o bem estar.

Ensina-nos a reconhecer que as doenças físicas e psíquicas não se instalam por acaso, mas nascem de nossos conflitos internos.

Ameniza nossas dores, tristezas e angústias, na medida em que nos ensina a tirar proveito das experiências e auxilia-nos a encontrar nossa verdade.

Convida-nos a identificar a verdadeira causa de nossos males, e compreender que a doença expressa e sinaliza a incompatibilidade entre os reais objetivos e propostas da alma e ações que nos desviam desse caminho.

Ajuda o indivíduo a erradicar o estado mental negativo causador do sofrimento,  desabrochando nele sua virtude oposta.

Ensina o ser humano a compreender os princípios que regem o Universo e respeitá-lo,  como parte integrante do cosmos, afim de obter a tão almejada paz na terra.

Privilegia a dimensão espiritual  do ser humano. Essa dimensão, aliada ao instinto e ao intelecto faz parte das emoções da consciência humana, capaz de perceber e comandar o próprio corpo, já que está ligada a ele por um complexo circuito de emoções.        

Traz bom humor e entusiasmo.

Fortalece a pessoa,  auxiliando-a a recobrar a energia e serenidade necessária para seu corpo, sua mente e sua alma.

Aguça os sentidos e a percepção. Amplia a intuição, a memória e a criatividade. 

Detecta doenças em níveis sutis e etéricos, antes mesmo dela se manifestar no corpo físico.

Expande a capacidade de amar incondicionalmente.

Alinha o indivíduo,  acessando o potencial divino criador que ele traz dentro de si.

Permite que as pessoas obtenham um novo enfoque sobre as circunstâncias do sofrimento em que se encontram, dando a elas a possibilidade de reverterem o processo,  com muito mais clareza, compreensão e tranquilidade.

Traz a luz as causas originais de problemas de relacionamento afetivo, profissional ou familiar.

Cria saúde,  no sentido em que resgata nossos talentos e virtudes.

Dissolve toxinas mentais, emocionais e espirituais que interferem negativamente em nosso crescimento e bem estar.

Equilibra as polaridades da alma e da personalidade, calibrando sentimentos e emoções que possam prejudicar a saúde ou gerar problemas.  

Mostra que o critério de cura não segue parâmetros convencionais que procuram eliminar os sintomas da doença. A terapia floral privilegia uma mudança de perspectiva do doente, trabalhando com ele a recuperação de seu equilíbrio interno. 

Provoca uma profunda modificação na maneira como a pessoa vê a si mesma e o mundo.

Convida o indivíduo a tomar a atitude saudável, ampliando sua vontade de avançar  em direção ao seu desenvolvimento. 

Revista Terapia Floral ano IV. 18 pág. 31

Consulte um terapeuta floral para receber sua fórmula e procura uma farmácia séria do ramo, me envie uma mensagem pelo whatsAp 12 98877 8323, que lhe ajudo com isso!

sábado, 9 de março de 2024


Nossa sociedade tem se tornado demasiadamente racional, com isso temos perdido vários sabores e saberes da vida.

 É um padrão de desequilíbrio, todo excesso deixa uma falta em algum lugar. 

A mente não dá conta de muita coisa, sobre o seu olhar apressado e limitado lhe escapas vários nuances de percepções das coisas e do dia a dia, muitas percepções se confundem para aquele que não souber observar e ponderar, mas é claro não devemos abandona-la, mas é o caso de voltar a equilibrar a balança, que tal?

Voltar a se conectar com inteligência do corpo, com a sabedoria da vida contemplativa por simples observação, da sabedoria da natureza, da inteligência do coração.

 Reconectar com a sabedoria daquilo que talvez seja inominável, ou inexpressível, daquilo que não podemos medir nem pegar, que não podemos ver, igual ao seu sinal de wifi, mas com esse sinal invisível chega várias mensagens até nós.

 Por aí já surgiram alguns nomes como subjetividade, inspiração, intuição, universo interior, alma, atma, consciência, essência divina, self, observador.

 Como quiser chamar, o importante é se permitir voltar a sentir e vivenciar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024


 

                          Dissolvendo, transformando, transmutando emoções e sentimentos.

 

Tudo no universo tem duas polaridades, positivo e negativo, dia e noite, lua e sol, masculino e feminino, as  nossas emoções e sentimentos também.

Faça sempre uma pausa em seu dia, para um momento de relaxamento consciente e meditação e aproveite esse momento para transformar, transmutar, dissolver os sentimentos mais densos em emoções mais sutis. 

Fazendo inspirações longas e profundas e exalações lentas e compassadas, a cada exalação vá soltando e dissolvendo o fluxo das emoções, soltando, sem reter, sem segurar, e assim vai deixando qualquer sentimento de tristeza ir dissolvendo em alegria, qualquer sentimento de medo, insegurança ir se dissolvendo em coragem e confiança, vai deixando qualquer sentimento de raiva ir se dissolvendo em compreensão, em compaixão ou em alguma atitude de mudança positiva. Dissolva qualquer ressentimento de mágoa em perdão, em amorosidade, deixe qualquer aflição, angústia ir sendo dissolvido em paz, conforto e alento.

Deixe que cada emoção, sentimento se manifeste, se expresse, sinta, observe e depois solte, a cada exalação vá soltando e dissolvendo o fluxo das emoções.

Transmutando as energias de tamas e rajas em sattva, isto é, padrões de vibração mais densos e negativos para frequencias mais sutis e positivas.

Tudo na vida está em movimento, em estado de mudança, de impermanência, é mais inteligente transmutar as polaridades de modo como nos sentimos do que permanecer em estados destrutivos de desarmonia, e deixe qualquer vazio interior ir sendo preenchido pela luz e inspiração das boas emoções e bons sentimentos e todo cansaço ir sendo preenchido em pura vida e energia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022


 

Feche os olhos, entregue a respiração a si mesma e através dela sinta um fluxo de relaxamento se espalhando por todo seu corpo.

Sinta-se tão leve como se seu corpo flutuasse mansamente sobre as águas de um rio, deixando-se levar em seu fluxo natural e espontâneo. Sinta as águas desse rio carregando suavemente o seu corpo, como se fosse a própria vida cuidando do seu ser nesse momento.

Sinta o fluxo da sua respiração como o próprio fluir das águas desse rio, guiando os seus sentidos, levando os seus pensamentos, sensações, emoções e sentimentos.

Se em algum momento seu fluxo interno parar, travar, bloquear em alguma sensação, pensamento ou emoção, imagine, visualize mentalmente, como uma pedra que você se agarrou, se segurou no meio do rio, então apenas solte, desapegue, e entregue-se, deixa-se levar novamente, fluindo leve pelas águas desse rio que carregam, cuidam de todo seu ser nesse momento.

E nesse momento do relaxamento profundo consciente, a cada nova pedra que apareça, observe, tome consciência, reflita e em seguida solte e continue seguindo em frente fluindo leve pelas águas desse rio...

Sentindo, observando que seu fluxo desse rio vai na direção do mar da sua reconexão, do seu centro, da sua fonte interna de energia, vai para o mar da sua essência e consciência, de paz, liberdade e felicidade que já existe dentro do seu ser por debaixo das oscilações do dia a dia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

 



      No seu dia a dia muitas vezes você se sente como se estivesse pedalando um monociclo, com um piano nas costas, fazendo malabarismo com as mãos e uma cesta de frutas na cabeça e tentando controlar tudo isso?

      Mas será que precisamos controlar tudo para que as coisas dêem certo?

      E o peso das expectativas e ansiedades dos nossos anseios precisamos segurar e controlar?

      E os nossos medos, raivas e preocupações, a melhor forma de lidar com eles é tentando controlá-los segurando?

      O que podemos deixar de carga no nosso dia a dia para ter uma vida mais leve?

      Sempre é possível simplificar sua vida, reflita sobre suas necessidades e desejos reais, onde estão as ilusões, onde os seus desejos fora capturados e agora você é refém deles?

      Quer deixar de sentir..............?

       Acolha-o, aceite-o, não controle, não lute contra, mergulhe profundamente neles até que possa compreender.

       Abandone o controle, deixe de lutar, ao invés de gastar suas forças tentando controlar, entregue, aceite, acolha, para poder compreender.


terça-feira, 20 de abril de 2021

 

                                         Meditação de limpeza da mente - Prof. Hermógenes.

.

Técnica: Em lugar onde não venha a ser incomodado,

sente-se confortavelmente, de maneira a que não precise mudar. Olhos fechados, fique inteiramente imóvel

e dê ordens mentais de relaxamento a todo seu corpo, até

chegar a sentir-se como se não tivesse corpo. Entregue-se a

Deus Onipresente, oferecendo a Ele o resultado de sua prática.

Transforme-se em mero espectador dos movimentos da

mente. Deixe-a vagar. Deixe-a ir para onde entender. Seja um

observador atento, mas sem inquietações, sem desejos, sem se

sentir envergonhado ou orgulhoso do que for presenciando. Não

reprima o que lhe desagrada. Também não alimente nem esti-

mule o que lhe convém. Não deseje não ver algo que lhe des-

gosta nem anseie por ver o que lhe interessa. Nada de fazer

"cortes" de censor no filme que sua mente lhe apresenta. Quan-

to maior for sua isenção; quanto mais realizar sama bhava, isto

é, "igualdade de ânimo"; quanto mais você se vir livre de

idéias morais anteriores; quanto mais você sentir-se "desiden-

tificado" com aquilo que está percebendo, mais à vontade, mais

espontaneamente, a mente se revelará, mostrando como é e o

que tem.

Você lucrará:

Porque se alivia de cargas enfermiças, perturbadoras, inde-

sejáveis e mórbidas.

Por afrouxar tensões emocionais.

Por purificar a mente.

Por "desidentificar-se" com a mente e, em conseqüência,

identificar-se com Aquilo que a transcende.

Por desenvolver a coragem de defrontar-se com a parte

de sua natureza, que você sempre temeu.

Nas primeiras tentativas, duas coisas podem ocorrer:

a) A mente não se sente confiante nem à vontade e, por

isto, se mantém inibida. É o caso mais raro.

b) Os processos mentais se desenrolam febris, demasia-

damente agitados, o que pode levar o praticante a duvidar se

está fazendo certo ou até suspeitar da conveniência do método.

Prossiga, inquebrantavelmente, todos os dias a deixar a

mente escorrer livre de seus subterrâneos. Faça-o, com a certeza

de que, pouco a pouco, a ganga impura vai deixando um vazio,

que virá algum dia a ser preenchido pelo bem-aventurado si-

lêncio dos santos. A mente não pode vencer a inquietude se

não se livrar das causas da inquietude. Não superará o estado

de conflito, se os conteúdos conflitantes continuam lá, em luta.

Não vencerá a ansiedade, se esta se alimenta de materiais pro-

fundos e insondáveis.

Dê rédeas ao fluxo de sua mente. Faça como quem, sen-

tado na margem, observa o rio correndo. Quem não mergulha

no rio não é arrastado, e, só assim, do lado de fora, em segu-

rança, sem identificar-se com ele, pode aperceber-se do que ele é e como age. Sinta-se como sentado na margem, sem mergu-

lhar na mente, sem se deixar envolver, sem se deixar empolgar.

Tome conhecimento, sem julgar, sem criticar, sem lutar, sem

pretender subjugar ou reprimir, estimular ou melhorar. Esque-

ça-se dos resultados que pretende. Esqueça-se de que está que-

rendo conquistar a mente. Esqueça-se de que deseja limpá-la

e libertá-la de imperfeições.

Abhyasa ou concentração da mente só é possível depois de

algum tempo de "purgação mental". Chega mesmo a ser uma

sua conseqüência. É de resultado desalentador tentar a sujeição

da mente, fixando-a sobre um objeto. Ela se defende como um

espadarte capturado pelo anzol do pescador. Usará de todos os

seus recursos — e são imensos, inusitados, poderosos — para

não se deixar vencer. Se você for inteligente como o pescador,

acabará domando a instabilidade mental. A forma inteligente a

que me refiro é imitar o pescador, que, por algum tempo, solta

a linha e deixa que o peixe se movimente à vontade, até que,

por fim, de tanto debater-se, já estafado, não resiste à captura.

O ato da "purificação mental" eqüivale a "dar linha" à mente,

que acabará por ser submetida, sem esforço, sem luta e sem

violência. Onde reina inteligência não cabe lugar à violência.

sábado, 3 de abril de 2021

 

Que tal desenvolvermos uma mente menos reativa a  tudo?
Uma mente que espera, que sabe observar, que não precisa reagir a cada percepção, a cada pensamento que  chega. 
Que tal sensibilizarmos nossa mente?
 Para uma percepção mais sutil sobre si mesmo, sobre o corpo, sobre o espírito, sobre o coração, sobre as emoções, sobre as informações do externos que chegam até ela. 
E pode parar, sentir,  acalmar, observar, refletir, esperar um pouco mais, por um discernimento melhor, que nos ajuda a ver além das aparências das primeiras camadas, das primeiras impressões.
E nos abra a possibilidades, de ver infinitas outras formas perspectivas, sensações  melhores, além do primeiros condicionamentos, das idéias pré-estabelecidas, tão fixas e endurecidas, envelhecidas.
 Que não se permitem uma claridade, de leveza, de criatividade, de compreensão, de alegria, de compaixão, que poderia haver, existir em  mais momentos, ou a cada  e todo momento escondidas além da poeira da mente tão cheios e sobrecarregada, pelo excesso de informações, estímulos e condicionamentos muitas vezes desnecessários, que só pesam, que só o roubam o tempo, a energia e a vida.
Esse é um dos convites da meditação!

Tiago Bindewald 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

 


Você já observou que quando estamos nervosos, ansiosos, com a mente agitada, se aproveita muito pouco do que pensamos, sentimos e agimos? 

Que é nesse momento que fazemos besteira, que surge os problemas e discussões? 

 Você observa como a falta de equilíbrio interno se projeta em desequilíbrio no externo nas relações com as outras pessoas que convivemos?

Já pensou que se você buscar seu equilíbrio interno através da prática do yoga, pode muitas vezes melhorar sua relação com as outras pessoas?

Já pensou em o quanto a pressão e o estresse do dia a dia prejudica sua relação conjugal, com seus filhos, amigos, colegas de trabalho, ou até mesmo o garçom ou a pessoa ao seu lado na fila do mercado?

Consegue se lembrar de momentos mais tranqüilos, com mais espaço e liberdade ao qual proporcionou um ambiente mais fértil, mais favorável para uma boa relação com as outras pessoas?

 Sem precisar se desgastar tanto, aparar arestas... 

Sem sentir aquela mente pesada que  rouba a energia e a criatividade.

Que tal trabalhar e melhorar seu ambiente interno e relação consigo mesmo para projetar um ambiente externo e  uma relação melhorar com os outros?

A prática do yoga exercita apartir do corpo físico, nosso corpo mental e emocional, que pode lhe ajudar a desenvolver o equilíbrio que vai refletir em todas as sua relações, principalmente naquelas pessoas ao qual você convive mais intimamente e que você mais ama!!! 

 .

Namastê 

Tiago Bindewald 

terça-feira, 18 de agosto de 2020


Para quem sente uma dor de cabeça insuportável, qualquer alívio na dor é uma libertação, como um samadhi, uma iluminação, um estado de moksha, liberdade em relação ao sofrimento, como é chamado no yoga.
     Para quem sente dores de coluna insuportáveis, qualquer alívio na dor é  uma libertação, como um samadhi, uma iluminação, um estado de moksha, liberdade em relação ao sofrimento, como é chamado no yoga.
     Para quem tem um nível de sofrimento emocional interno muito grande, vê os seus problemas maiores do que sua própria vida, qualquer alívio na sua dor e vazio existencial, é  uma libertação, como um samadhi, uma iluminação, um estado de moksha, liberdade em relação ao sofrimento, como é chamado no yoga.
     Para quem tem uma depressão tão forte que não consegue nem mais trabalhar, e ainda vê seu dinheiro acabando, ficando sem sustento para comida e remédios, qualquer alento de força, de paz, de esperança é  uma libertação, como um samadhi, uma iluminação, um estado de moksha, liberdade em relação ao sofrimento, como é chamado no yoga.
     Para quem passa seus dias sem tempo para nada, só correndo de um lado para o outro para sobreviver, no transporte, no trabalho, nos afazeres e obrigações, qualquer tempinho para si mesmo, para respirar, se sentir vivo, se reconhecer como ser, é  uma libertação, como um samadhi, uma iluminação, um estado de moksha, liberdade em relação ao sofrimento, como é chamado no yoga.
       Apenas alguns exemplos observados dentro do trabalho terapêutico, que nos leva sempre a perspectiva minimalista sobre as coisas, de questões que o ser humano enfrenta nessa era, e que a prática do yoga pode ajudar a lidar com essas dificuldades.

Namastê

Tiago Bindewald
 

sexta-feira, 24 de julho de 2020


Um dia, um rei teve um sonho: sentado em seu trono, no salão central do palácio, ao olhar à sua volta, viu que várias raposas entravam e saíam pelas janelas do salão, correndo de um lado para o outro, à sua volta. Assustado, chamou seus áugures e conselheiros e lhes pediu que decifrassem o sonho, mas nenhum deles deu uma resposta que lhe satisfizesse. Mandou, então, que se espalhassem proclamas por todo o reino descrevendo seu sonho e prometendo a recompensa de um saco de moedas de ouro para quem o decifrasse satisfatoriamente.
No meio da floresta, um lenhador muito pobre, de nome Ravi, leu o proclama e pensava, sentado em um tronco de árvore, sobre como seria bom se ele soubesse o significado daquele sonho, pois um saco de moedas de ouro o redimiria de sua miséria. Quando assim pensava, pousou um belo e pequeno pássaro colorido próximo dele, no tronco, e lhe falou:
“- O que o entristece, Ravi? Gostaria de saber o significado deste sonho do rei?”
Ravi se assustou:
“- O quê? Um pássaro que fala!”
“- Não só falo, como também sei o significado deste sonho, e posso te contar, com a condição de que você volte aqui e divida este saco de ouro comigo. Combinado?”
Bem, pensou Ravi, meio saco de moedas de ouro é sempre melhor do que nenhum saco de moedas de ouro; assim, ele concordou com a condição do pássaro, e este prosseguiu:
“- O sonho do rei significa que o ar do reino está impregnado de traição; que ele se acautele para que não seja traído!”
Assim, Ravi foi e se apresentou ao rei, que, muito grato pela explicação, que coincidia exatamente com o que ele já intuía estar acontecendo, deu-lhe de imediato o saco de moedas de ouro. Porém, no caminho de casa, Ravi começou a pensar:
“-Minha miséria é tamanha que necessitava de todo este saco de ouro para me redimir dela, e não apenas metade. Também, para que um passarinho necessita de moedas de ouro, cada uma delas quase do seu tamanho? Que miserável explorador! O que vai fazer com isso? “
Assim pensando, resolve tomar outro caminho para casa, evitando o ponto de encontro com o pássaro e guardando todo o ouro para si. Com as moedas, pôde construir uma casa bem melhor e mais confortável do que sua choupana, e ali viver com relativo conforto.
Um dia, porém, passado algum tempo, o rei tem outro sonho: sentado em seu trono, ao olhar para cima, viu que havia um punhal pendente do teto, prestes a cair sobre sua cabeça. Assustado, acorda e chama seus guardas:
“- Não chamem ninguém; vão diretamente à casa daquele lenhador, Ravi, e o tragam aqui. Só ele entende de sonhos, neste reino. Diga-lhe que lhe darei dois sacos de moedas de ouro como recompensa.
Qual não foi a surpresa de Ravi ao ver a guarda real em sua porta; tentou se esquivar do convite, mas foi informado pela mesma que a recusa a um convite do rei era punida com a morte. Assim, pediu que lhe contassem o sonho e lhe dessem um dia para pensar; no dia seguinte, estaria com o rei. Quando os guardas se retiraram, porém, entrou em desespero: como faria para salvar a sua vida?
Sua única saída foi voltar à floresta e sentar-se naquele tronco, pondo-se a lamentar. Em breve, o pássaro veio:
“- O que houve, Ravi? O rei teve um novo sonho?
“- Sim… Se puder me ajudar, comprometo-me a, seja lá o que for que eu receba, dividir contigo, com certeza!”
– Então, o pássaro, aceitando a proposta, falou:
“- O sonho do rei indica que o ar do reino está impregnado de violência; vai e diz a ele para que se acautele para não ser vítima de nenhum ato violento!”
Ao falar do significado do sonho ao rei, este, mais radiante que nunca, entregou a Ravi, os dois sacos de ouro. No caminho de volta para casa, porém, Ravi pôs-se a pensar:
“- Como esse passarinho é desleal e aproveitador! Usa minha dor e aflição para enriquecer às minhas custas! É um vil e ordinário! Já terá sua recompensa em uma bela pedrada!”
Com este pensamento em mente, Ravi se dirige ao local do encontro; pega uma pedra na mão e a esconde às costas. Quando o pássaro se aproxima, ela a lança com força, mas o pássaro, espertamente, levanta voo a tempo, e a pedra apenas passa de raspão. Assim, Ravi volta para casa e passa a viver com ainda maior comodidade e luxo.
Porém, o tempo gira, e, um dia, o rei tem um novo sonho. Agora, sentado em eu trono, vê ovelhas muito brancas entrando e saindo pelas janelas, e correndo à sua volta. Sem hesitações, chama sua guarda e manda que tragam Ravi à sua presença, com a promessa da recompensa de três sacos de ouro.
Perplexo ante a guarda á sua porta, Ravi usa a mesma estratégia de ouvir o sonho e pedir um dia para pensar. Porém, agora, seu desespero é total e sem perspectivas: se é que o pássaro sobreviveu, como haveria de confiar nele novamente, após quase morrer através de suas mãos? Como havia sido estúpido, ingrato e brutal! Reconhecendo seu erro passado, chorou amargamente.
Sem ter mais o que fazer, Ravi arrastou-se até a floresta e sentou-se no antigo tronco. Para sua surpresa, o pássaro, em breve, aproximou-se e pousou ao seu lado:
“-Novo sonho do rei, Ravi?”
Sem caber em si de alegria, Ravi pôs-se de joelhos ante o pássaro, pedindo-lhe mil perdões por sua conduta passada. O pássaro, sem dar muita atenção a estas demonstrações de arrependimento, concordou em dizer o significado do sonho, com a mesma condição de sempre: metade da recompensa.
“- Diga ao rei que as ovelhas representam pureza; agora, há pureza e honestidade impregnando o ar do reino. Que ele desfrute e fique em paz.”
Correndo na direção do rei e relatando o sonho, Ravi recebeu abraços e condecorações de um soberano ainda mais feliz, pois, afinal, agora a notícia era boa. Ao receber seus três sacos de moedas de ouro, Ravi, desta vez, finalmente, mostrou-se sinceramente determinado a corrigir seus erros passados, e foi ao ponto de encontro:
“- Aqui está, belo pássaro colorido: o meio saco de ouro que te devia da primeira vez, um saco de ouro que te devia da segunda vez e um saco e meio que te devo por este terceiro sonho. Ao todo, três sacos de ouro, tudo o que acabo de receber, além de meu pedido de perdão.”
Para sua surpresa, porém, o pássaro lhe disse:
“- Não necessito de moedas de ouro, Ravi; tudo o que preciso são sementes para me alimentar, um galho para pousar, asas para voar e meu canto, para embelezar meus dias. Tenho tudo isso sem necessitar de ouro. Também não necessito de seu pedido de perdão, pois nunca esperei que você agisse de maneira diferente. No primeiro momento o ar do reino estava impregnado de traição, e você me traiu; no segundo momento, o ar do reino estava impregnado de violência, e você foi violento comigo. Agora, o ar do reino está impregnado de pureza e honestidade, e você está sendo puro e honesto comigo. Poucos homens são capazes de serem fieis a si mesmos, sem se deixarem contaminar pelo ar à sua volta, e nunca esperei que você fosse um deles. Leve seu ouro e seja feliz se puder, apesar da miséria continuar vivendo dentro de ti.

Conto Indiano, autor desconhecido.

terça-feira, 31 de março de 2020




     No Bhagava Gita, um dos principais livros da filosofia do yoga, nos traz o guerreiro Arjuna, recebendo os ensinamentos de Krishna, sobre os valores da espiritualidade, em meio a uma guerra entre famílias acontecendo na índia. Que cenário melhor do que esse pode se apresentar para trazer ensinamentos de como lidar com as dificuldades que a existência nos apresenta?

     Da mesma forma são muitos os conflitos e situações de dificuldades que se apresentam no nosso dia a dia. E nossa missão é aprender em como lidar melhor com elas, de modo que nos traga mais evolução, felicidade e menos sofrimento. Em qualquer momento que você estiver vivendo uma situação difícil, de recolhimento, conflito, medos e inseguranças, a prática nos ajuda recobrar nossas forças, restaurar nosso corpo físico, mental e emocional.

     Um exemplo fácil de entender como isso acontece através da prática, é observar como alguns ásanas ( postura do Yoga), nos tiram da na zona de conforto, nos desafiam, nos trazem dificuldades de realizá-los. E nossa missão enquanto fazemos é buscar um ponto de equilíbrio, de estabilidade e conforto, mesmo numa postura difícil e desconfortável. E esse aprendizado levamos para a vida, algumas situações que antes poderiam parecer muito difíceis, a prática nos traz mais força, equilíbrio, serenidade, equanimidade ( estar bem independente da situação externa), para estar bem e lidar melhor com elas.

     Outro modo de observar como a prática do yoga nos ajuda a lidar com as dificuldades que se apresentam pela vida, é observar que muitas vezes em situações difíceis, você pode se sentir fraco ou vazio, como se os problemas estivem tão pesados, que ficam muito maior do que você e a sua vida. Já se sentiu assim alguma vez? Imagino que muitas vezes não é... Gosto de expressar que a prática do yoga nos leva a conexão com nossa fonte interna de energia, que é a fonte de energia do universo. Uma forma simples de entender o que se passa dentro do indivíduo enquanto pratica. Como se todo aquele peso que estava por cima do corpo e da cabeça, lhe roubando suas forças, deixando fraco e vazio, sem conseguir enxergar nada melhor a sua frente, começasse a ceder, a dissolver-se, a aliviar. A situação continua existindo mas o peso não, abrindo e criando espaço para sua força e vitalidade interna voltar a circular, clareando a mente, renovando os tônus psíquico, refazendo sua emoções e sentimentos, redimindo e restaurando seu espírito.


Namastê!

Tiago Bindewald

terça-feira, 14 de janeiro de 2020


     O yoga nos traz uma prática, uma vivência dinâmica e genuína, que pode mudar a cada dia e a cada momento. A capacidade de vivenciar, no digerir, no absorver, no se permitir, além da simples “decoreba” , repetição e racionalização da mente.  Se permitir sempre um pouco ir além das autodefesas, poder  se aceitar e ver além das aparências, conseguir se ver além dos papéis e das “instituições sociais” que necessitamos para viver em comunidade, mas que muitas são nossas maiores prisões. Essa capacidade existe dentro de cada ser, é algo universal, para todo ser humano.
     Nossa sociedade a cada tempo apresenta novas necessidades, como os seres que vivem atualmente já não são os mesmos de algum tempo atrás. E as influências, costumes, conhecimentos, modo de ver as coisas, já são outros também.
     Vejo a prática do yoga como algo tão dinâmico que pode se atualizar as necessidades de cada tempo, de cada comunidade. Sem perder sua essência que está em algo subjetivo, talvez inexpressivo, mesmo em tantas tentativas que ousamos fazer, algumas coisas as palavras não dão conta de expressar.  Há como medir o que é mais ou menos yoga? Quem conseguiu uma integração corpo, mente, espírito maior? Quem conseguiu se sentir mais livre das identificações com o sofrimento? Quem  se dissolveu mais no objeto de meditação ou na alma universal?... 
      Mas colocando o pé no chão, cada passo que se dá nesse caminho, é uma verdadeira libertação, só quem deixa de sentir uma dor com a prática, física ou emocional, sabe que ali se realizou um tremendo aprendizado, uma pequena iluminação.
      Uma das melhores possibilidades que a prática nos traz é poder se questionar, refletir... 
Quero isso, quero aquilo! Mas o que a vida quer de mim? O que ela está querendo me dizer? Até mesmo ou principalmente naquilo que deu errado, o que isto está querendo me mostrar? Qual o aprendizado? Há um caminho, uma trilha ali me mostrando algo além do que minha capacidade de enxergar anteriormente podia me mostrar? Que pode  me ajudar a desenvolver, acessar melhores perspectivas, possibilidades e potenciais. 


Tiago Bindewald

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Dores emocionais e a coluna

Você sente alguma dor, tensão ou desconforto nas costas e na coluna que há muito tempo nem respirando fundo você consegue mais relaxar, soltar e se livrar dela?

As marcas, impressões do que vivemos ficam no nosso corpo, e cada pessoa retem e acumula em um ponto diferente. O estudo da linguagem corporal nos mostra que cada ponto da coluna tem correlação com determinado tipos de questões de vida, mentais e emocionais, que diz muito a nosso respeito e questões que necessitamos trabalhar para promover uma mudança! O nosso corpo precisa da nossa atenção, se isso não acontece como último recurso para chamar a atenção ele nos traz a dor! Não tem nada de errado nisso, é apenas a natureza usando seus recursos para nos ajudar.

O segredo é não deixar acumular, reter, segurar as coisas em nenhuma parte do corpo. Mas como fazer isso de forma natural em um mundo tão corrido, cheio de pressões e ansiedades? Aí que entra a ajuda das práticas integrativas! Para manter o bem estar, a saúde, a autorregulação do organismo é necessária ter na sua rotina, hábitos de vida, práticas que promovam a restauração do corpo físico, mental e emocional!

Tiago Bindewald
Professor de Yoga e Bioterapeuta